quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Jesus salva
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Se todos fossem sinceros...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Cinco da tarde e pouco trânsito
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Meu olhar sobre o livro Ética na Comunicação (de Clóvis de Barros Filho) e o panorama atual
Subjetividade, (pseudo)objetividade, ética, simulacro e simbologia. Os pilares, e também tabus da comunicação, tão interdependentes e, ao mesmo tempo, antagônicos, são a pauta da primeira metade do livro de Clóvis de Barros Filho. A objetividade dissecada ao decorrer do tempo deixa a máscara de coisa natural para resultado temporal e cultural. Antes tida como símbolo-mor de legitimação, nada mais é do que uma adaptação ao meio de comunicação e pensamento coletivo dominantes. A repulsa ao adjetivo e as aspas da fonte, sonoras, fotos e dados conferem a realidade ao real. Isto eliminaria a responsabilidade do repórter não fosse ele quem escolhe a quem recorrer na maioria das vezes. A teoria do espelho era seguida e a visão do repórter talhada. Até o surgimento das revistas. Publicações direcionadas para o mesmo público do impresso, o que gosta de ler, porém produzidas com mais tempo e com ousadia. Era oferecido o além-fato, desdobramentos, fontes alternativas, a busca pelas ramificações dos acontecimentos núcleo. Se ir além permitia ir tão longe, era pouco se fechar no óbvio ocorrido. Não se discute o mais correto, mas o mais viável, prático. A preocupação (não aparente, claro) não é ser ético, é não ser antiético. A pseudo-objetividade continua com a agenda setting. Os fatos noticiados são escolhidos por normas pré-estabelecidas e comuns entre as empresas de comunicação. A violência tão criticada pela grande exposição é tão acompanhada, pelo instinto de sobrevivência, um toque do egoísmo humano e o que Durkeim chamou de solidariedade mecânica. E regras não faltam a profissionais e aspirantes da comunicação. A pirâmide invertida e as seis perguntas são parte do piloto automático do jornalista informativo. Para sair da monotonia em que um número qualquer de linhas noticiosas são respondidas em um lead, jornalismo e literatura precisavam se misturar. Infográficos diversos foram outra saída para prender a leitura. Tudo para que uma memória coletiva seja criada nos padrões estruturados e consonantes entre concorrentes. Fotos e vivos na violenta imposição de mundo objetivo. Simulacro, simulação e real se confundem e o imaginário midiático passa a ser a realidade conjunta. Quando os hábitos são quebrados há estranhamento geral e as críticas são esquecidas, pois o meio inovador destoa de todo o padrão de qualidade. O subjetivo, por sua vez, é sempre criticado, quase exorcizado aparentemente, mas está intríseco em cada pauta, cada escolha, cada palavra publicada. O processo de produção se confunde entre jornal e jornalista, afinal, quem produz? Quem determina a linha editorial ou a semântica?
Meu olhar sobre o livro Ética na Comunicação (de Clóvis de Barros Filho) e o panorama atual
(parte II - metade final)
A relação mídia-público, meios de comunicação de massa e receptor, é de primordial conhecimento das corporações comunicativas. Os resultados das pesquisas, assim como o contexto e modo de viver e pensar geral, foi se modificando com o tempo – sempre levando em conta as maiorias e a subjetividade do indivíduo. Com a abertura de pensamento chegam também os canais fechados; uma pseudo variedade dando vida às nossas telas, e atualmente, a diversidade vertical e a horizontal deixam muito a desejar. Culpa da mídia? Culpa do receptor? Ambos, somados a outros fatores. Por que será que no centro da cultura pop e de consumo (EUA) os realities e programas sobre celebridades dominam a televisão? E por que os programas de auditório e de ajuda (escreva sua carta e ajudaremos você) prendem grande público brasileiro? Questões culturais, comportamentais, históricas e psicológicas podem esclarecer as questões. Teorias da comunicação de massa classificam fatores. A agulha hipodérmica, por exemplo, trabalha com o princípio do behaviorismo, estímulo e resposta, e a exemplo do cãozinho do experimento de Pavlov, a recepção televisiva passa a se dar pela inércia, às vezes. Para lidar com tantas pesquisas e descobertas sem perder a audiência, surgem os tratados de ética. Sem muita lógica, uma vez que não é ético noticiar suicídio, mas foi ética a atenção e os 15 dias de fama que toda a imprensa brasileira deu ao sequestrador de Eloá, em Santo André (SP). Ainda na uniformização, manuais de jornalismo; não basta ser bom, tem que seguir as regras do jogo, como nomeou Claudio Abramo e os estudiosos da recepção lúdica, é tudo um jogo. A mandante, a exposição seletiva, que resulta em mais vertentes de fatores psicológicos: dissonância cognitiva, utilidade da informação (só mães e jornalistas leem colunas sobre amamentação e cuidados infantis), envolvimento, expectativa e atenção. A imagem exerce grande influência em toda esta gama de fatores. Uma imagem que cause choque pode apagar da memória tudo que foi dito antes dela, e impregnar o que a segue. O exemplo mais clássico e mundial é o atentado de 11 de setembro, e isto ajuda a comprovar a supremacia da televisão. Isso também acontece contrato de comunicação mídia-público, o que quer ser visto. Ou seria o Big Brother, as novelas e afins (além de entretenimento, ainda que de valores questionáveis) algo mais do que vitrines da vontade geral? Entra em cena outra teoria dos MCM, o agenda setting, que trabalha basicamente com o meio comunicacional escolhendo o que é e o que não é notícia e a disposição dos fatos escolhidos pelo jornal, devido a ordem de importância determinada, também, pela empresa de comunicação. Assim, a mídia forma ou cala opiniões, segundo a teoria da Espiral do Silêncio. Os indivíduos com pensamentos discrepantes aos da maioria se calam, ficam presos neste ciclo (espiral) e forma-se a opinião pública, mostrando a concordante e reprimindo a que discorda. Ou, na fase inicial de investigações, ainda sem evidências, alguém se manisfestou a favor do casal Nardoni enquanto os canais os pré-julgavam assassinos?
